terça-feira, 9 de outubro de 2018

Parábola do veleiro



Quando observamos, da praia, um veleiro a afastar-se da costa, navegando mar adentro, impelido pela brisa matinal, estamos diante de um espetáculo de beleza rara. O barco, impulsionado pela força dos ventos, vai ganhando o mar azul e nos parece cada vez menor. Não demora muito e só podemos contemplar um pequeno ponto branco na linha remota e indecisa, onde o mar e o céu se encontram. Quem observa o veleiro sumir na linha do horizonte, certamente exclamará: “já se foi”. Terá sumido? Evaporado?  Não, certamente. Apenas o perdemos de vista. O barco continua do mesmo tamanho e com a mesma capacidade que tinha quando estava próximo de nós. Continua tão capaz quanto antes de levar ao porto de destino as cargas recebidas. O veleiro não evaporou, apenas não o podemos mais ver, mas ele continua o mesmo. E talvez, no exato instante em que alguém diz: “já se foi”, haverá outras vozes, mais além, a afirma: “lá vem o veleiro”!!!

Assim é a morte.


segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Vidraça


Um casal recém-casado se mudou para um bairro tranqüilo. Na primeira manhã que passavam em casa, enquanto tomavam café, a mulher reparou numa vizinha que pendurava lençóis no varal e comentou com o marido: “Que lençóis sujos está pendurando! Está precisando de um sabão novo. Se eu tivesse intimidade, perguntaria se ela quer que eu a ensine a lavar roupas!”. O marido observou calado. Três dias depois, a vizinha pendurava lençóis no varal e, novamente, a mulher comentou com o marido: “Nossa vizinha continua pendurando os lençóis sujos!”. E assim, a cada três dias, a mulher repetia o discurso enquanto a vizinha pendurava suas roupas. Passando um mês, a mulher se surpreendeu ao ver os lençóis muito brancos sendo estendidos, e empolgada foi dizer ao marido: “Veja, ela aprendeu a lavar as roupas! Será que a outra vizinha lhe deu sabão?”. O marido calmamente respondeu: “Não. Hoje eu levantei mais cedo e lavei a vidraça da nossa janela!”. 

domingo, 7 de outubro de 2018

Eu creio


De Mahatma Ghandi: “Eu creio em mim mesmo. Creio nos que trabalham comigo, creio nos meus amigos e creio na minha família. Creio que Deus me emprestará tudo que necessito para triunfar, contanto que eu me esforce para alcançar com meios lícitos e honestos. Creio nas orações e nunca fecharei meus olhos para dormir, sem pedir antes a devida orientação a fim de ser paciente com os outros e tolerante com os que não acreditam no que eu acredito. Creio que o triunfo é resultado de esforço inteligente, que não depende da sorte, da magia, de amigos, companheiros duvidosos ou de meu chefe. Creio que tirarei da vida exatamente o que nela colocar. Serei cauteloso quando tratar os outros, como quero que eles sejam comigo. Não caluniarei aqueles que não gosto. Não diminuirei meu trabalho por ver que os outros o fazem. Prestarei o melhor serviço de que sou capaz, porque jurei a mim mesmo triunfar na vida, e sei que o triunfo é sempre resultado do esforço consciente e eficaz. Finalmente, perdoarei os que me ofendem, porque compreendo que às vezes ofendo os outros e necessito de perdão”.

sábado, 6 de outubro de 2018

Como lidar com um problema



O Grande Mestre e o Guardião dividiam a administração de um Mosteiro Zen.

Certo dia o Guardião do Templo morreu e alguém deveria substituí-lo. O Grande Mestre reuniu todos os discípulos para escolher quem teria a honra de trabalhar diretamente ao seu lado:

- Vou apresentar um problema. - disse o Grande Mestre - E aquele que o resolver primeiro, será o novo Guardião do Templo.

Terminado o seu curtíssimo discurso, colocou um banquinho no centro da sala. Em cima estava um vaso de porcelana, caríssimo, com uma rosa a enfeitá-lo.

- Eis o problema. - disse o Grande Mestre.

Os discípulos contemplavam, perplexos, o que viam: os desenhos sofisticados e raros da porcelana e a frescura e a elegância da flor. O que representava aquilo? 0 que fazer? Qual seria o enigma? Depois de alguns minutos, um discípulo levantou-se, olhou o Mestre e os alunos a sua volta. Depois, caminhou até o vaso e atirou-o ao chão, destruindo-o.

- Você é o novo Guardião! - disse o Grande Mestre para o aluno e explicou aos demais: Eu fui bem claro! Disse que vocês estavam diante de um problema. Não importa quão belo e fascinante seja, um problema tem que ser eliminado.

"Um problema é um problema - pode ser um vaso de porcelana muito raro, um lindo amor que já não faz mais sentido, um caminho que precisa ser abandonado, mas que insistimos em percorrê-lo porque nos traz conforto".

Só existe uma maneira de lidar com um problema: atacando de frente. Nessas horas, não se pode ter piedade nem ser tentado pelo lado fascinante que qualquer conflito carrega consigo.


sexta-feira, 5 de outubro de 2018

A morte


Um dos maiores temores é o medo da morte. Devemos viver o máximo possível porque só quando está no corpo, a alma pode revelar Luz no mundo, e nunca sabemos se já fizemos o suficiente no corpo atual. Por outro lado, existe um medo negativo da morte que é prejudicial, é um medo do desconhecido, de não saber o que acontece, de achar que é um fim. É importante ter consciência do que é a morte e o que acontece. Saber como funciona o sistema nos ajuda a eliminar medos negativos nessa área e assim injetar mais vida na vida. Quem morre é o corpo. A alma é eterna e continua seu processo. Para quem fica, é importante ajudar a alma a seguir sua jornada. Por isso, o luto da família é bom para elevar a alma, mas não deve exagerar, porque a alma precisa se desapegar e partir.

Escolha



Rav Ashlag ensina que não existe coerção na espiritualidade. Se você freqüenta alguma igreja ou templo, dá o dízimo ou faz trabalho voluntário porque alguém disse “você tem que fazer isso”, o que você faz não é verdadeiro. Na vida, podemos ter uma consciência de “escolha” ou de “obrigação”. Quer dizer, nossas prioridades, sentimentos e conexões espirituais podem nos ser impostas, ou podemos escolhê-las. Não viemos a este mundo para ser religiosos, obedientes, robóticos, para viver exatamente de acordo com as regras. Viemos a este mundo para ser co-criadores do nosso destino. Sim, precisamos de mestres, professores, pessoas que gostem de nós para retirarem as vendas dos nossos olhos, mas a escolha final está em nossas mãos. Hoje, escolha a sua vida.

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Durma Bem




“Quando uma pessoa vai dormir à noite, a alma a deixa para se elevar; cada alma, de maneira própria.” – O Zohar

O Zohar nos diz que, quando dormimos, a maior parte de nossa alma deixa o corpo para se conectar ao Mundo de 99% de Luz. Fica apenas o necessário para proteger nosso corpo. O tempo que passamos dormindo não é apenas para o corpo descansar; é um tempo em que nossa alma acessa a fonte de seu poder. Os sonhos são uma forma de nossa alma nos lembrar de nosso trabalho espiritual.

Desligue a TV antes de dormir. Tome um banho. Passe algum tempo entre os lençóis estabelecendo uma intenção para a sua jornada noturna. Peça à Luz que lhe envie mensagens na forma de sonhos que revelem a você seu significado, e lhe dêem orientação para remover bloqueios em todas as áreas de sua vida.