Para que os nossos relacionamentos corram bem,
precisamos correr o risco de ser verdadeiros. Temos que estar dispostos a olhar
para nós mesmos e ver o que estamos trazendo à mesa para que o relacionamento
funcione – ou para que não funcione. Em vez de questionar sobre o que o outro
tem para lhe oferecer, questione-se sobre o que você tem para oferecer a ele ou
a ela. Você precisa ser a pessoa certa antes de poder encontrar a pessoa certa.
A Cabala ensina que as pessoas que mais nos incomodam,
freqüentemente, são as pessoas com as quais mais temos o que aprender. Hoje,
procure determinar com quem você está lutando e reflita a respeito deste
pensamento: “Você está aqui para me ensinar o quê?”. É estimulante entender que
aquilo que mais tememos é exatamente o que existe dentro de nós.
quinta-feira, 4 de outubro de 2018
quarta-feira, 3 de outubro de 2018
Sons do silêncio
Um rei mandou seu filho estudar no templo de um
grande mestre com o objetivo de prepará-lo para ser uma grande pessoa. Quando o
príncipe chegou ao templo, o mestre o mandou sozinho para uma floresta. Ele
deveria voltar um ano depois, com a tarefa de descrever todos os sons da
floresta. Quando o príncipe retornou ao templo, após um ano, o mestre lhe pediu
para descrever todos os sons que conseguira ouvir. Então disse o príncipe:
"Mestre, pude ouvir o canto dos pássaros, o barulho das folhas, o alvoroço
dos beija-flores, a brisa batendo na grama, o zumbido das abelhas, o barulho do
vento cortando os céus..." E ao terminar o seu relato, o mestre pediu que
o príncipe retornasse a floresta, para ouvir tudo o mais que fosse possível.
Apesar de intrigado, o príncipe obedeceu a ordem do mestre, pensando: "Não
entendo, eu já distingui todos os sons da floresta..."
Por dias e noites ficou sozinho ouvindo,
ouvindo, ouvindo..., mas não conseguiu distinguir nada de novo além daquilo que
havia dito ao mestre. Porém, certa manhã, começou a distinguir sons vagos,
diferentes de tudo o que ouvira antes. E quanto mais prestava atenção, mais
claros os sons se tornavam.
Uma sensação de encantamento tomou conta do
rapaz. Pensou: "Esses devem ser os sons que o mestre queria que eu
ouvisse..." E sem pressa, ficou ali ouvindo e ouvindo, pacientemente.
Queria ter certeza de que estava no caminho certo. Quando retornou ao templo, o
mestre lhe perguntou o que mais conseguira ouvir. Paciente e respeitosamente o príncipe
disse: "Mestre, quando prestei atenção pude ouvir o inaudível som das
flores se abrindo, o som do sol nascendo e aquecendo a terra e da grama bebendo
o orvalho da noite..."
O mestre sorrindo, acenou com a cabeça em sinal
de aprovação, e disse: "Ouvir o inaudível é ter a calma necessária para se
tornar uma grande pessoa. Apenas quando se aprende a ouvir o coração das
pessoas, seus sentimentos mudos, seus medos não confessados e suas queixas
silenciosas, uma pessoa pode inspirar confiança ao seu redor; entender o que
está errado e atender as reais necessidades de cada um. A morte de uma relação
começa quando as pessoas ouvem apenas as palavras pronunciadas pela boca, sem
se atentarem no que vai no interior das pessoas para ouvir os seus sentimentos,
desejos e opiniões reais.
É preciso, portanto, ouvir o lado inaudível das
coisas, o lado não mensurado, mas que tem o seu valor, pois é o lado mais
importante do ser humano...
terça-feira, 2 de outubro de 2018
Ressonância
Hoje,
concentre-se de coração no que você mais deseja na vida. Treine seu cérebro a
focar em objetivos positivos, mentalizando: quero ser feliz, quero ter saúde,
quero ser consciente. Todo seu corpo vibrará nesta frequência e todos os
pensamentos e sentimentos negativos gradualmente desaparecerão dando lugar aos
positivos. A física chama isso de ressonância. E explica que colocando dois
triângulos musicais idênticos lado alado, se você vibrar um deles, por causa da
ressonância o outro também vibrará, mesmo sem contato físico. Deixe seu corpo
vibrar como uma sinfonia. Uma das coisas que todos nós queremos é amor. Ao pensar em amor, não pense no amor como algo que você
simplesmente recebe, mas como algo pelo qual você precisa se esforçar e que quer
receber para compartilhar. Os relacionamentos podem ser comparados a
negócios, você precisa investir para obter alguma coisa de volta. Encontre
pequenas maneiras de amar as pessoas. Demonstre que você se importa com o bem
delas.
O sal da terra
“Vós sois o sal da terra”, diz Jesus aos
discípulos. Ele estava se referindo também a todos os cristão, numa das frases
mais conhecidas das Sagradas Escrituras, que é citada em pelo menos em três
evangelhos. “Se o sal perde o sabor, para que servirá?”, pergunta um dos
discípulos. O sal não é alimento. Não podemos sobreviver muito tempo comendo
apenas sal. Sozinho, o sal significa muito pouco. Entretanto, na medida em que
o sal se relaciona com os outros alimentos, sua presença afeta tudo. Não
podemos vê-lo, mas sabemos que está ali porque sua força se faz sentir. Uma
pitada a mais pode estragar um prato. A falta de sal faz com que uma excelente
comida perca o gosto e a personalidade. Nós somos o sal terra. Quando nos
misturamos com as outras pessoas, quando nos fazemos presentes na medida exata
em cada situação, sem excesso e sem omissão, estamos justificando nossas vidas.
segunda-feira, 1 de outubro de 2018
O mal da solidão
Na minha opinião, a solidão é o pior dos males
que nos afligem, diferentemente da fome, da sede, da doença, que quando nos
atingem nos forçam a combatê-las, a solidão se mascara com uma aura de virtude
e renúncia. Não é nada disso. Embora seja importante ter momentos só para nós,
a vida neste planeta está ligada aos outros. Precisamos nos despir dos
bloqueios e sair em busca de amor e de companhia. Não se envergonhe. É a luta
mais digna. Se envergonhe de não fazer o que seu coração pede. O resto são
preconceitos de quem não luta por uma vida melhor.
Falhas
Nossas falhas podem ser detectadas facilmente pelos outros, mas somente
com grande dificuldade nós mesmos conseguimos enxergá-las. Veja a si mesmo
através de outras pessoas.
Para ser feliz, é preciso ignorar
Dizem que uma vez, um homem se aproximou de Buda e, sem dizer
uma palavra, cuspiu em seu rosto. Seus discípulos ficaram muito bravos.
Ananda, o discípulo mais próximo, perguntou a Buda:
– Dê-me permissão para dar a este homem o que ele merece!
Buda enxugou-se calmamente e respondeu a Ananda:
– Não. Vou falar eu com ele.
E juntando as palmas das mãos em sinal de reverência, Buda
disse ao homem:
– Obrigado. Com seu gesto, você permitiu que eu visse que a
raiva me abandonou. Estou extremamente agradecido. Seu gesto também mostrou que
Ananda e os outros discípulos ainda são assaltados pela raiva. Obrigado! Somos
muito gratos!
Obviamente, o homem não acreditou no que ouviu, ele se sentiu
comovido e angustiado. Ele não conseguia explicar o que tinha acontecido. Ele
foi acometido por um tremor por todo o corpo e seu suor molhou os lençóis onde
dormiu. Em sua vida, nunca havia conhecido um homem com um carisma tão forte. O
Buda modificou todos os seus pensamentos e todo o seu modo de viver e de agir.
Na manhã seguinte, o homem voltou ao mestre e jogou-se aos
seus pés. Então o Buda voltou-se para Ananda:
– Você viu? Esse homem voltou para me dizer algo. Esse gesto
de tocar meus pés é a maneira dele de me dizer algo que não poderia ser
explicado em palavras.
O homem olhou para o Buda e disse:
– Perdoe-me pelo que fiz a você ontem.
O mestre respondeu que não havia nada para perdoá-lo e
explicou-lhe:
– Como o fluxo do Ganges faz com que suas águas nunca sejam as
mesmas, então nenhum homem é o mesmo de antes. Eu não sou a mesma pessoa com a
qual você esteve ontem. E nem mesmo aquele que me cuspiu está agora aqui. Não
vejo ninguém tão bravo quanto ele. Agora você não é mais o mesmo homem de
ontem, você não está fazendo nada comigo, então não há nada de que eu possa
perdoá-lo. As duas pessoas, o homem que cuspiu e o homem que recebeu o cuspe,
já não estão mais aqui. Então, agora vamos falar de outra coisa.
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